Show de graça é uma caixinha de surpresas
27/05/12 21:35
Previsível a confusão para entrar no show gratuito do Franz Ferdinand realizado domingo no Parque da Independência, em São Paulo (leia a cobertura da Folha Online aqui).
Trabalhei por um bom tempo com produção de shows e aprendi uma coisa: nunca, em hipótese alguma, nem que a vaca tussa, faça um evento gratuito com lotação limitada.
Se o evento tiver uma atração muito desejada, como o Franz, aí é que a equação show gratuito + lotação limitada pode se transformar numa tragédia.
Não existe nada mais perigoso que multidão. E em show gratuito é impossível prever o tamanho da multidão.
Domingo, mais de 20 mil pessoas foram ao show do Franz. Às 17h50, a produção fechou os portões. Ninguém sabe ao certo quantas pessoas ficaram de fora.
Pergunto: e se pintassem por lá 100 mil pessoas?
Por que não? Domingo de sol, uma banda conhecida tocando de graça num lugar bonito… O que impediria 100 mil pessoas de ter a mesma ideia?
Quem esquece o que rolou na Virada Cultural, quando algum gênio achou que seria uma ótima ideia vender a galinhada do Alex Atala, o chef mais famoso do Brasil, para apenas 500 pessoas? O resultado, todos vimos.
Repito: não existe nada mais perigoso que multidão. Um grito, uma briga, um corre-corre, e o deslocamento desordenado de muita gente ao mesmo tempo é receita para desastre.
Quem estava no show do Prodigy no Skol Beats – que não era gratuito, mas um show com ingressos caros – sabe o perrengue que foi. O deslocamento de muita gente para o mesmo lugar dentro do Anhembi superlotou a área do show. Felizmente, não rolou uma tragédia.
Há alguns anos, ajudei a organizar um evento beneficente para a prefeitura. Era uma festa de música eletrônica diurna na Casa das Caldeiras, em São Paulo. O ingresso era um quilo de alimento, que seria doado para instituições de caridade.
O público esperado era de 3 a 4 mil pessoas. Vieram mais de 10 mil.
Foi uma das piores tardes da minha vida. Por mais que a produção estivesse preparada, chega uma hora em que a multidão se torna incontrolável. Fechar as portas pode causar tumulto. Abri-las, também.
O poder público deveria regulamentar melhor (ou até mesmo proibir) este tipo de evento. É um risco enorme para a vida e patrimônio de milhares de pessoas, não apenas para aquelas que foram de boa fé como para aquelas que morando nas redondezas nem se interessaram por ele. É um custo desproporcional aos benefícios.
azar ou incopetência?
sei não…
como pode, um show ao ar livre, em um lugar lindo, e tudo fechado!! praque tanto tapume? Por que um único portão de entrada para aquela multidão toda? já imagionu uma fila só para receber 18.000 pessoas, que idéia fantástica para gerar tumulto!
cheguei as 16h00, duas hora e meia antes do FF e quando vi aquela fila, desisti.
Ok, não tem comparação, + estive no Sonar e lá sim, houve respeito, pelo público, tudo certo, tudo ok.
éhhh lamentável, isso sim!! durante 1 mês troca-se ingressos por comida ou roupas para doação e aí sim, faz-se o show para quem durante esse período conseguiu os seus…….. pronto, receita simples e caridosa de sucesso!!!!
Acho muito engraçado você chamar o Franz Ferdinand de banda conhecida. Nãoe estou discordando. Apenas acho curioso. A banda possui uma certa fama sim, pelo menos o suficiente para causar este tumulto relatado. Mas eu moro numa cidade do interior do país, no ES perto da Bahia, onde 99% das pessoa jamais ouviram falar da banda. Artistas populares aqui são outros. Um show do FF gratuito aqui mão causaria problema algum.
Bom, Evandro, garanto que em uma vila no meio da Escócia, quase ninguém sabe quem é o Roberto Carlos também.
Pode até ser bem conhecida, afinal 10, 20 mil pessoas num show diz tudo, mas que eu nunca houvi falar, isso lá é verdade.
vai fazer o que ne?!!! garanto que ja ouviu falar de banda calipso. por ai ja se ve o nivel
Cara, minha filha é fã do Franz, mas contrariando minha dica, o pessoal aqui de casa resolver sair depois do almoço… Quando cheguei e vi a fila, sabia que não ia rolar.
Dito e feito, portão fechado, bomba de gás ou pimenta. Uma par de neguinho pulando o muro, falta de policiais. Por sorte, tinham poucos encrenqueiros na multidão e acabou prevalecendo o bom senso e deixaram o pessoal fechar a avenida Nazaré e não colocaram a tropa de choque para abrir a avenida.
O pior foi o Edgar de mestre de cerimonias… Tem ganhar muito bem ou ser muito cara de pau pra falar o que ele falou.
Meu Deus, tire esta curiosidade sobre o dizer no show do meu peito, sô! Qual Edgar? O Escandurra ou o Piccoli?
Piccoli.
“Podem vir que tem espaço pra todo mundo!”
Uma das pérolas dele. Juro!
Barça, vi o show tranquilo, cheguei cedo e fiquei até depois do show. Pude me dar ao luxo disso, pena de quem sofreu por certa desorganizações.
O show em SJC do Horrors não deve acontecer problemas. Sou vizinho do SESC. Virada Cultural aconteceu há duas semanas e, apesar de terem entregues todos os ingressos pros shows, no mesmo esquema que acontecerá com o Horros, o público estava sossegado, organizado na fila e tudo mais (o Sesc fica num bairro bem tranquilo, apesar de ser na região “central”). Não costuma acontecer problemas por aqui e, o Horrors, não é NADA popular ou tem grande público por essas bandas… eu vou, se quiser, ainda pode aparecer lá em casa com mulher e filha e serão bem recebidos, pelo menos pra tomar um café e tal. =]
Valeu pelo convite!
Creio que não podemos esquecer que no mesmo dia aconteceu o show do Toni Garrido & cia, cujo intuíto era retirar o lixo da cidade e tal. Creio também que esta seja a resposta para a superlotação do show do Francisco Ferdinando & Horrores. Até a sujeira correu quando começaram os primeiros acordes da banda do Orfeio.
André, eu ia comentar seu texto que ficou muito bom como sempre, mas lendo os comentários uma coisa me chamou a atenção. Você levou sua filha pra ver o Horrors? O parque não estava super lotado, você não teve receio de que algo acontecesse? E como ela reagiu, gostou? Desculpe se achar as perguntar indiscretas, é que tenho filho pequeno, até gostaria de levá-lo em algum show ao ar livre… 1 abraço!
Bom, só a levei porque sabia que haveria um espaço para a imprensa, senão não teria ido com ela de jeito nenhum. Ela curtiu, achou o cantor “muito doido”. Sempre vamos com ela a shows ao ar livre, mas geralmente são shows menores.
E o volume não estava muito alto? Você se preocupa em levar algum tipo de proteção pros ouvidos! Obrigado mesmo pela resposta!
Claro, toda criança deve usa protetor auricular. Custa 3 reais em qqr farmácia.
André, bom dia ! Vou tentar escrever rápido, porque to no trampo…:) ; mas o que ocorreu ontem, merece uma reflexão: estamos preparados pra eventos gratuitos em tempos de internet? Fiquei 4 horas na fila, e tive tempo de analisar e chegar a algumas conclusões a essa questão: o Brasil não está preparado; a galera pré e pós adolescente tá bebendo MUUUUUITO e o povo brasileiro é muito cordial mesmo (eu incluso), pois ficamos “assistindo” o show a léguas de distância na Avenida Nazaré e mesmo assim não houve revolta…Será que é nosso carma, aceitar tudo e não contestar?? O que vc acha dessa atitude? Ou teria a ver com o tipo de música? Sem querer ser polêmico mas num show de rap ou metal teríamos o mesmo comportamento? Um grande abraço, sou seu fã e adoro ler teus escritos e dicas em geral (inclusive sobre comida…já fui algumas vezes no Ita, por exemplo, após a sua dica)
Acho que o ideal é não dar brecha para que problemas desses ocorram. Botar uma banda conhecida pra tocar de graça num lugar de lotação limitada é um perigo. Simples assim. No Brasil já houve morte até em show do Menudo, então a comparação entre “tipos” de público não é válida, pode ocorrer em qualquer evento. E fico feliz que vc tenha curtido o Ita, fui lá esses dias, é bom demais.
Cheguei por volta das 14h30, a fila já tinha passado a Av. do Monumento e estava dando a volta no parque. Por volta das 16h30 eu mal havia saído da Ricardo Jafet. Desisti e fui dar uma olhada na entrada, resultado, passei, às 16h55. Qualquer um que colasse no começo da fila furava, esse deve ser um dos motivos pelos quais o negócio lá pra baixo não andava. Não é bonito, mas depois de 2h na fila, era uma questão de honra ver Horrors. E que showzaço! As músicas do Skying ficam especialmente lindas ao vivo. Pena que foi breve, menos de 1h. Espero que alguém traga esses caras de volta, num ambiente mais legal. O show do Franz foi bacana também, não sou fã, mas foi bonito ver 20 mil pessoas pulando ao som dos “hits”. Que sirva de lição pra os organizadores do evento. Ano passado foi muito sossegado; este ano, com divulgação em massa, desde à curadoria até às escolas, pra uma banda pop, deu nessa bagunça. Lamentável… poderia ter sido um domingo divertido pra todo mundo.
Cheguei exatamente às 13:00…A fila já estava contornando o parque, percebi que a coisa iria ficar feia…sem culpar ninguém, mas de guardinhas fazendo a triagem no “único portão de entrada é brincar com fogo…acho o seguinte, se quer fazer algo gratuito o que é bem bacana….faça uma distribuição de convites antecipados e com vários locais para nunca haver aglomeração…simples assim. De qualquer forma assisti o The Horrors na colina direita do palco ao por do Sol…não preciso dizer mais nada, ainda mais quando rolou Scarlet fields.
Show de graça? Multidão? Bandas ruins? The Horrors… The Horrors…
Estive lá para assistir. Cheguei às 16:30, com minha esposa e filho de 2,5 anos. Quando vi a fila dando a volta no parque percebi que não seria naquele dia que assistiria aos shows. Gente espremida na boca da entrada e o inicio da confusão que fez a policia fechar os portões. Ao fim curtimos o fim de tarde brincando com o pequeno na escadaria do Museu do Ipiranga e em meio as fontes. Ele se divertiu rolando sobre os canhões. Show gratuito com limite de público é, definitivamente, procurar confusão.
Devia ter muita gente interessada no show 0800 da ‘dupla’ Franz e quem mesmo? Ah! Franz & Ferdinand. E o show do Horrors, Barcinski, foi showzão mesmo ou fica pra próxima?
Eu achei demais. Meio gótico, com umas guitarrars à My Bloody Valentine e Primal Scream. Muito bom MESMO.
Barça, vc por acaso assistiu ontem a estreia do Saturday Night Live brasileiro? Queria ter assistido mas acabei esquecendo. Gostava muito quando a Sony reprisava todos os dias edicoes das antigas…
Cara, esqueci dessa belezinha, vou ver se assisto na web.
Assisti a uma esquete do programa e já mudei de canal, de tanta vergonha alheia que fiquei.
Mas o melhor mesmo foi o programa que passa depois do SNL que também estreou ontem: um game show apresentado por Dr. Rey chamado “Sexo a Tres”. Assistir àquilo foi uma das experiências mais surreais que já tive. Recomendo fortemente que assistam.
Então, vi um pouquinho do saturday aos Sundays da RedeTV!, e eu achei meia boca ainda, mas talvez com o passar dos programas, possa melhorar, mas o programa do tal Dr.Rey é bizarríssimo, mas pelo menos o 1º programa, foi bem mais divertido que o tal do Pânico…
Acabei de assistir a alguns trechos do SNL no youtube. Nao achei tao ruim assim… talvez pq estivesse esperando algo muito pior. Mas o que achei absolutamente execravel foi o jabazao. Acho que todo mundo aqui eh crescidinho para saber que patrocinadores sao necessarios, mas esse esquema de parar o programa para fazer propaganda ao vivo eh pessimo. Eu detesto!
André, mesmo evitando ir ao máximo nesses festivais, tinha visto que a entrada seria limitada e por morar perto calculei que chegando na hora do almoço eu conseguiria entrar. Afinal, com um dia bonito não seria má ideia passar a tarde no parque. Cheguei por volta de 13h30, a fila já estava enorme mas deu tempo de entrar, estender a toalha na grama e ver muito bem os shows. Não cheguei a ver a PM jogando gás de pimenta nas pessoas, mas perto de mim o pessoal que assistia o show pendurado na grade começou a jogar lata e até garrafa de vidro no público.
Falta organização? Falta. Mas se quer entrar, chegue cedo.
Concordo, Gabriela. O problema não é quem chega cedo, é quem não consegue entrar. Falei com pessoas que disseram ter chegado às 14h30 e não conseguiram entrar.
Se todo mundo que compareceu lá chegasse cedo, o problema ia ser o mesmo. Ou até pior, porque seriam umas 30 mil pessoas para entrar ao mesmo tempo no parque. A questão foi deixar apenas meia dúzia de policiais fazendo a revista. E de forma lenta. E não tinha absolutamente ninguém orientando ou organizando a fila. Taí a receita para a confusão!
Eu cheguei 14:30 e não consegui entrar!
4 horas antes do início do show que queria ver… Não imaginei que teria que chegar mais cedo ainda, talvez seja muito ingenua mesmo…
O problema, todos já falaram, foi a revista lenta e os espertinhos que aproveitavam a confusão da entrada e furavam fila.
Já fui em festa de rádio na praça Charles Miller e era show do D2, acabou em bagunça, saques ao pessoal do merchã afanando guaraná e algumas brigas.
Show de rock na faixa é invíavel fazer no Brasil.
Só se for música clássica.
Consegui ver parte do show do Horrors da Av. Nazaré. Mas vi bem mais ou menos. Ônibus passando na frente, barulho de carros… Fui embora antes do fim. Não encararia aquela fila de jeito nenhum.
mas de onde apareceu tanta gente para ver o franz ferdinand? o publico da banda no brasil nao chega nem perto disso…a midia ainda tem muito poder para mobilizar determinados zumbis que agem como gado e vao atras da boiada. no brasil o publico parece se interessar apenas por eventos hypados. independente se e de graca ou custa uma fortuna, basta ter uma campanha de marketing descente que os mortos-vivos comparecem, nao importando que evento seja. cara, nao sei se isso e carencia de eventos culturais ou desespero para estar aonde todo mundo supostamente esta…
Pode até ser um pouco carência de eventos sim, mas como disse abaixo… será que todo mundo estava lá para REALMENTE ver as bandas?
De graça, até injeção na testa…
Amigão até minha mãe assovia “take me out”. Acho que o morto vivo aqui é você.
cara, se algo e divulgado corretamente segundo os deptos de marketing, nao importa se e adele, trapalhoes, sartre, franz ferdinand ou michel telo, o publico consome, mesmo que nao saiba direito o que esta consumindo. basta estar na midia para o instinto de boiada obrigar os bois e as vacas a seguir o “hype”.
Não é hype. É apenas um show de pop rock, de uma banda que já veio pra cá 3 ou 4 vezes e lotou todos os shows. As pessoas gostam por inúmeras razões, isso se chama cultura pop.
como nao foi hype? voce acompanhou as noticias antes do evento? o borburinho do “tenho que estar la”? nunca este festival da cultura inglesa, que e realizado todos os anos, teve tanto destaque na midia…neste caso e ingenuidade achar que era “apenas mais um show de pop rock”. o show do ff era “o” evento em que, me desculpe o palavrao, todos os “descolados” do brasil deveriam estar.
Pera aí Cleibsom, o que é “hype”? Um evento de 20, 30 mil pessoas numa cidade como SP é nada. Na mesma semana, rolou um congresso médico que deve ter atraído umas 200 mil pessoas. O André Rieu vai tocar não sei quantas noites no Ibirapuera. O Franz é uma banda conhecida nesse meio indie, que é muito limitado.
barca, nao e a quantidade de pessoas que comparecem que determina se um evento e hype ou nao e sim o jeito que ele e noticiado pela midia, e neste caso a midia hypou este festival sim. nao sei se este fato ocorreu por causa do ff, eles nao merecem tudo isso, mas que ocorreu nao resta duvida.
Bom, “hype” é um conceito subjetivo. Garanto que a tal feira médica estava super “hypada” nas publicações especializadas em produtos clínicos.
Eu fui no show, por sorte não presenciei nenhum tumulto. Lá dentro estava tudo muito agradável, pessoas super comportadas e tranquilas, muitas delas sentadas no gramado. Posso apostar que 90% das pessoas que estavam lá conhecem a banda e cantaram todos os seus hits. Não vi nada de hype. E não vejo nada contra a divulgação. Os caras fazem um puta evento legal e não devem divulgar porque é segredo?
po, veio, voce vem confundir divulgacao com hype? o pessoal sempre divulgou este festival so que este ano, nao sei exatamente porque, a midia deu mais destaque a ele em seus cadernos culturais, dai o hype…
acho que o confuso é você, diz que divulgação não tem a ver com hype e mais abaixo diz que “a mídia deu mais destaque a esse evento”.
vou ser bem didatico para voce entender: divulgacao sao anuncios pagos pelos promotores de determinados eventos culturais e o receptor destes anuncios sabe que esta diante de publicidade; hype e quando a midia da destaque a estes mesmos eventos por conta propria, pode ate rolar um jaba por baixo, mas a noticia nunca sera repassada pela midia como anuncio pago e sim como materia jornalistica e, se algo e muito divulgado desta forma, muitas pessoas irao seguir a noticia para se sentirem “antenadas”, estes individuos acham que estao decidindo o que consumir por conta propria, mas na verdade nao estao! entendeu?
Você acabou de escrever que a mídia divulga. Entendeu?
Esse discurso de manipulação pela mídia, vida de gado, zumbis e etc é mais velho que minha joanete. Isso já era. É só ler o Meio e Mensagem para ver que o pessoal das agência e de marketing estão perdidinhos. Correm atrás do público. Não é mais o contrário. A informação hoje é barata. Todo mundo tem acesso. 3 horas numa lan sai por R$ 1,00.
e a internet nao e midia tambem? para mim nao interessa se a pessoa le jornal impresso ou se se informa pela rede, o que importa e o poder de “rebanho” que esses meios tem! qual a diferenca dos idiotas que seguem o jornal cegamente ou o site, blog, twitter, facebook, etc? nenhuma…o fato de existirem mais opcoes para as pessoas se “informarem” nao quer dizer que a essencia das coisas mudaram!
O que significa “seguir alguém cegamente”? Vc está dizendo que ninguém tem o poder de decidir se gosta ou não de uma banda?
barca, o assunto e complexo, a propaganda neste caso e ideologica. um exemplo claro: quando voce ve aquelas pessoas na fila de madrugada para comprar o novo modelo de i-phone, por exemplo, elas estao ali por conta propria? tem gente que acha que sim, mas eu acho que isso e resultado da propaganda autoritaria que foi feita antes e estas pessoas, nestes casos, sao verdadeiros zumbis conduzidos pela publicidade.
Claro que existe um fator na propaganda que incentiva um comportamento “de bando” do público. Mas, no fim das contas, cada um sabe o que é melhor para si. eu acho que o público é o ÚNICO responsável pelo que consome.
Ainda acho que não deveriam ter shows gratuítos no Brasil. Isso NUNCA! Como o Barça disse abaixo, cobre um valor simbólico de 5 reais que já ajudaria. E eu complemento… 5 reais já excluem muito dos bagunceiros, arruaceiros e afins que – em minha opinião – não vão ao show para curtir o mesmo, e sim arranjar encrenca! PS: Será que o FF tem 30 mil fãs no Brasil, ou em SP? Entendam fãs como: Caras que compram material da banda e acompanham as novidades dela.
O problema não é show gratuito, mas show gratuito que atrai mais gente do que cabe no lugar. Quem foi no Gang of Four no mesmo local, ano passado, diz que foi sensacional e sem problemas.
É até ai ficou provado que o FF tem mais fãs que o GoF…
Ué, mas quem disse o contrário? É CLARO que FF tem muito mais fãs que Gang of Four. Franz tocou em rádio, tem músicas de sucesso, coisa que nunca aconteceu com o Go4.
Claro! Mas a pergunta foi… existem realmente 30 mil fãs de FF em SP?
Claro que existem. E não veio gente só de SP.
Em 2010 rolou Norah Jones e tambem foi tudo muito tranquilo.
Olha, várias pessoas que foram me falaram que não foi tranquilo o show da Norah Jones.
Me pareceu muito tranquilo em vista do show de ontem. Rolou revista policial (guarda-chuvas, basicamente, eram vetados), mas sem aquela imensa fila indiana. O fluxo de pessoas era bem intenso mas sem tumulto. E isso chegando ao parque uns 5 minutos antes do show. Fui me acomodando entre as primeiras musicas. Mas importante que, ao meu ver, tudo funcionou perfeitamente. Inclusive na saida do parque. Será que foi merito do publico “velho”? E quais problemas relataram na época?
Vc diz da Norah Jones? Ontem, pelo Twitter, pelo menos duas pessoas me falaram que passaram pelo mesmo aperto: filas, confusão, etc. Eu não fui ao show da Norah Jones, não sei dizer o que houve.
O show da Norah (e dos Mutantes) teve muito mais gente que onte e muita fila também (mas não teve confusão). Vc consegue botar 50 mil pessoas se quiser ali, mas umas 30 mil dessas não vão ver muita coisa e ainda vão atrapalhar as outras 20 mil que chegaram antes. Ontem eu fui cedo porque tinha uma credencial que seria entregue só até as 10 da matina. Fiquei de boa lá sentado numa árvore e nem imaginava que lá fora o pau comia.
A questão é saber se vale a pena trazer uma banda com mais público. Vc ganha em mídia mas também perde se rolam essas confusões. Daí me pergunto se não teria valido mais a pena fazer o show com os Happy Mondays que sexta tocaram no Chile, e não passaram por aqui. Banda de “credibilidade indie”, nunca tocaram no Brasil (Aquele show no Rir não conta) e fazem um som que não deve desagradar quem chegou ali de para-quedas.
Não sei quantas pessoas cabem no Via Funchal, mas o último show estava lotado pelo preço de R$ 100,00, no mínimo.
Então, mas a pessoa não vai em um show que pagou R$ 100,00 para promover algazarra e vandalismo. Detalhe que, mesmo que seja lotado, o Funchal é MUITO confortável!
Falei sobre o show lotado na Funchal para justificar a numero de fãs da banda que acredito não ser tão pequeno quanto vocês imaginam. Não tem nada de grana…festivais que custam 200 também tem problemas na entrada, banheiros, etc…Ali juntaram banda famosinha, lugar pequeno, de gratis, problemas na organização e claro, a falta de educação do povo brasileiro. Essa sim, sempre presente em qualquer evento de qualquer tamanho em qualquer lugar.
Barça, isso não seria facilmente resolvido com distribuição de ingresso mesmo que gratuito? Se não me engano esse foi um festival feito pela Cultura Inglesa, não? Poderiam usar as próprias escolas como ponto de distribuição…
Aí haveria confusão no dia da distribuição de ingressos.
Mas não é melhor diluir o público em locais espalhados por toda a São Paulo do que concentrar no mesmo dia, horário e local? Quantas Culturas Inglesas existem na capital? Desculpe se estou sendo simplista, é que me pareceu lógico.
Concordo. Não sei se seria o ideal, mas me parece mais inteligente.
Caro André,
Enquanto leio seu post,estou escutando o disco de 2004 do Franz,realmente muita gente gostaria de ver um show deste de graça o que torna a restrição muito perigosa.
Show gratuito em São Paulo já gera tensão mesmo…. Creio que deve haver um valor a ser cobrado para limitar a quantidade de gente, pois, ao que parece, não estamos civilizados o suficiente para esse tipo de situação (divertimento)
Teve aquele infleiz episódio no show do Sepultura na Praça Charles Miller em 1991. Era gente que não tinha nada a ver com o evento, e ocorreu um assassinato, mas a mídia adorou! Headbangers (metaleiro se vc for global) violentos e mentiras do tipo.
Mudando um pouco de assunto, é impressionante como a grande mídia brasileira ainda trata o metal de forma totalmente equivocada. Lá fora é um estilo muito respeitado por revistas, jornais e TVS conceituadas.
O efetivo policial era ridículo, tinha apenas uma entrada para o parque. Disseram que a revista era muuuito rigorosa. Pra quê? Na hora que fui entrar, a revista foi pífia. Falei com o policial sobre o tempo que fiquei na fila, pq eles não tinham mais policiais para fazer a revista, que seria mais rápida e eficiente e não faria com que o povo ficasse horas e mais horas esperando para entrar, ele vira e diz que parque não é lugar para esse tipo de evento. Que beleza!
Puxa, Renata, mas aí não tem jeito mesmo. Já pensou colocar 20 mil dentro de um parque, sem revista é como colocar o gato de snorkel dentro do aquário…
Tem que revistar sim. Concordo com vc. Quis dizer apenas que, a demora de horas na fila se deu pela falta de mais entradas no parque e mais policiais para revistar, o que faria a fila andar mais rápido. Aí fecharam o portão, jogaram gás e quando reabriram a revista foi ridícula. Exigiram tanto nas primeiras horas e depois mal revistaram.
Piada né botar o Franz no palco, de graça, de domingo, no Parque da Independência. Tudo muito legal na teoria: o parque é bacana, mas não agüenta 20 mil nem fodendo.
Vi o show da Norah Jones em 2010 nesse mesmo festival e também já tava dando sinais de que não ia dar certo. Já naquele ano rolou empurra-empurra na hora de entrar.
Esse Parque não serve para esse evento. Entendo a vontade de querer descentralizar os shows da cidade, mas não adianta, tem que botar num parque muito maior esse evento. O público tá disposto a se deslocar para um evento gratuito, e olha que esse Parque fica à 30 minutos de distância do metrô Alto do Ipiranga e veio esse caminhão de gente.
Enfim, a minha mensagem obviamente será ignorada e em 2013 veremos a mesma coisa.
E qual foi a solução que a produção arranjou pro evento da Casa das Caldeiras?
A primeira providência – que ajudou muito – foi colocar algumas caixas de som viradas para fora do prédio, o que fez com que boa parte do público curtisse o som do lado de fora. Mas o problema maior ali foi que o público começou a pular os muros próximo ao Viaduto Pompéia e furar a fila. Foi tenso.
Pô André, você devia ter feito esse post antes (apesar de que mesmo assim eu iria tentar ver o show). Acabei não vendo. E eu fico me perguntando: na Europa sempre tem esses shows e não ouço falar de confusão. O que estamos fazendo de errado? Será que no Brasil isso nunca vai funcionar?
Ingresso gratuito com limitação de espaço é receita de desastre. Especialmente aqui, onde os espaços públicos não são feitos pra comportar tanta gente e a infraestrutura de trânsito e deslocamento é tão caótica.
E pensar que ainda tem gente que defende jogos de futebol (em Copas SP de juniores,por exemplo)com entrada franca…
Eu acho que cobrar 5 reais, um valor simbólico, em jogos da Copa SP, é a melhor solução. Só isso já afasta a possibilidade de tumulto. Menos na final, claro, onde o ingresso tem de ser mais caro, especialmente se tiver um time de SP.
Parque da independência é um puta lugar bom pra ir de sábado, é extremamente calmo nesse dia e ótimo pra levar criança.
De domingo já é mais cheio e fica meio ruim de circular.
Também acho um lugar complicado pra show desse porte, já fui em outros que houveram ali e foram bem tumultuados.
Fora o fato de que nego se empolga e sempre depreda algo, olhando de perto aquele monumento lá em baixo vc vê várias peças danificadas, soldados com as espadas entortadas e etc.
Acho que esse show no Ibirapuera seria menos caótico, acredito que tem mais espaço pro povo se “espalhar”, no independência o povo fica muito concentrado.
[]’s
A polícia tacou gás de pimenta na entrada. A nuvem se espalhou pelo ar e acabou pegando em quem estava próximo aos jardins do museu, fora da área dos shows, onde tem uma saída para a rua. Famílias com crianças pequenas, velhinhos…todo mundo tossindo. O fim.
Eu estava com minha filha, levei ela pra ver o Horrors e queria ir embora logo depois do Horrors, às 17h50. Mas só consegui sair do parque 18h40, porque as saídas estavam fechadas. A produção estava com medo de que, se houvesse uma porta aberta, o público tentasse invadir. Tive de sair por uma porta lateral, onde havia menos fãs. Dava pra ver na cara do pessoal da produção que eles estavam tensos.
Estava na entrada no momento em que a Pm fechou os portões espremendo varias pessoas e tacando gás de Pimenta na multidão, eu mesmo não consegui adentrar ao Parque e ainda inalei o gás.Lamentável, infelizmente somos tratados como Gado.
E como estava tenso Andre, como cheguei perto do horário do show do The Horrors vi o tamanho da encrenca… Enquanto os portões estavam abertos só deu pra acompanhar o show de longe, a fila estava dando volta em todo entorno do parque da Independência, se haviam 20 mil pessoas dentro do parque, fora haviam no mínimo 30 mil… Quando estava terminando o show do The Horrors alguém resolveu fechar o portão, ai começou a confusão, a multidão tentou invadir e a policia aplicou spray de pimenta em algumas pessoas, vi um cara se arrebentar ao tentar pular os obstáculos, lamentável… Fui embora me preparar para ir ao show do The Mission no Cine Joia… Completamente o oposto, muito bem pago, um show bem intimista e uma energia positiva por parte das pessoas que lá estavam… foi demais só pela banda tocar ao vivo várias músicas do álbum/coletânea The First Chapter. Enfim melhor pagar e ver um show dessa forma, do que passar apuros em show gratuito… Vamos ver se o The Horrors ainda toca em alguma casa de shows… abs
Valeu pela informação, Ira, foi chato mesmo. Legal que vc tenha curtido o Mission, show deles é sempre muito bom. O Horrors, se não me engano, ainda toca em S. José dos Campos, não é isso?
Tocam. Mas será no Sesc de lá e de graça, com distribuição de ingressos uma hora antes do show, num ginasio pra 1200 pessoas. Ta com cara de ser um caos em menor escala.
Vixe, 1200 pessoas? Sério?
1200 segundo a programação oficial.
http://issuu.com/sescsjcampos/docs/caderno_junho_2012
É pouco certo?
Pouquíssimo, especialmente com distribuição no próprio dia.
Imaginei isso. Ainda mais por ser num final de semana, numa cidade proxima. Muita gente que não viu em Sao Paulo vai pra lá. Ou tambem quem viu e quer ver novamente tem essa possibilidade. As chances de catastrofe sao menores, mas, certeza, vai ser bem frustrante pra muita gente.